O verdadeiro fascista é aquele que acusa o outro de fazer
exatamente aquilo que ele próprio faz, e de ser aquilo que ele mesmo é.
O verdadeiro fascista gosta de chamar todos os que discordam
dele de fascistas. Por isso, vemos tantos “comedores de capim” chamando pessoas
de bem de fascistas, numa clara inversão de valores.
O fascismo é, por natureza, centralizador e autoritário. Ele
persegue opositores, controla a imprensa, censura vozes divergentes e utiliza o
Estado, a TV e o rádio para promover propaganda ideológica.
Além disso, busca enfraquecer a liberdade de expressão e
transformar instituições públicas em instrumentos de poder.
Agora, reflita: qual lado, hoje no país, controla grande
parte da mídia, persegue adversários políticos, censura a população, prende
manifestantes e os chamam de golpistas e ameaça quem não se submete às suas
vontades?
Em regimes fascistas, ditatoriais ou tirânicos, a
autorregeneração democrática torna-se estruturalmente inviável sem pressão
externa ou rupturas profundas. Isso ocorre por diversos fatores:
1. Captura das Instituições e Fim dos Pesos e Contrapesos
Quando Judiciário, Legislativo e imprensa são
instrumentalizados pelo governo, deixam de servir ao povo e passam a servir à
manutenção do poder. Na ciência política, isso é conhecido como destruição do
sistema de “freios e contrapesos”.
• Judiciário e Legislativo: Em regimes fechados, essas
esferas perdem sua independência e passam a obedecer à ideologia dominante, e
não à Constituição. A lei deixa de ser um instrumento de justiça e passa a ser
uma arma política.
• Imprensa e Informação: O controle da mídia impede a
formação de uma opinião pública livre. Sem pluralidade de ideias, o regime
passa a monopolizar a narrativa e dificulta qualquer resistência interna.
2. O Paradoxo da Restauração Interna
As mesmas ferramentas que deveriam restaurar a democracia
foram moldadas pela tirania. Por isso, tornam-se incapazes de promover mudanças
reais.
• Vícios de Origem: Quando cargos públicos e militares
dependem da fidelidade política, forma-se uma burocracia voltada à
autopreservação.
• Incapacidade Estrutural: As instituições passam a
funcionar justamente para impedir qualquer transformação.
3. O Papel da Pressão Externa e da Soberania
Regimes fechados criam um sistema estático de opressão. Sem
pressão externa, dificilmente se rompem.
• Isolamento e Intervenção: Historicamente, ditaduras
raramente caem apenas por reformas internas. Geralmente, a mudança exige
sanções, pressão internacional ou apoio a movimentos democráticos.
• Restituição da Soberania: A ajuda externa não fere a
soberania; ao contrário, ajuda a devolvê-la ao povo, quando ela foi sequestrada
por um grupo no poder.
Conclusão
A permanência de regimes como o da Venezuela e de Cuba, que
já dura mais de 65 anos, não se deve ao apoio popular contínuo, mas à
eficiência na destruição de qualquer via institucional de contestação.
Quando o sistema se transforma em um circuito fechado de
autopreservação, apenas fatores externos ou rupturas profundas conseguem
restaurar o Estado de Direito.
Diante disso, cabe a cada cidadão refletir: Será se o povo
brasileiro vive num regime democrático?
